| (Trichechus inunguis)
O
peixe-boi da Amazônia é o menor dos peixes-bois
existentes no mundo, alcançando um comprimento de 2,8
a 3,0 m e pesando até 450 kg. Seu couro cinza escuro
é extremante grosso e resistente. A maioria dos indivíduos
tem uma mancha branca na região ventral. Esta característica,
juntamente com a ausência de unhas nas nadadeiras peitorais,
ajuda a distingui-lo do peixe-boi marinho e do africano. O
peixe-boi da Amazônia é, também, o único
que ocorre exclusivamente em água doce, podendo ser
encontrado em todos os rios da bacia Amazônica. Alimentam-se
essencialmente de plantas aquáticas e semi-aquáticas,
e chegam a consumir mais de 10% do seu peso corporal em alimento
por dia. Seu metabolismo é de apenas 36% daquele previsto
para um mamífero placentário do mesmo porte.
Isto o permite permanecer mais de 20 minutos em baixo da água,
sem respirar. Cada fêmea de peixe-boi produz apenas
um filhote a cada gestação e este filhote pode
mamar por até dois anos. No passado, os peixes-bois
foram muito caçados pela sua carne e couro. Hoje a
caça, embora ilegal, é ainda feita principalmente
pelas populações ribeirinhas, para o consumo
da carne. Além da caça, as principais ameaças
ao peixe-boi são a destruição e a degradação
do habitat, a liberação de mercúrio nos
rios e agrotóxicos. Ocasionalmente filhotes são
acidentalmente capturados em redes de pesca. Represas hidrelétricas
atuam como barreiras e isolam populações, limitando
a variabilidade genética da espécie. O peixe-boi
da Amazônia está classificado como espécie
"vulnerável" pela UICN (2000). |