RECANTO DOS INAJÁS

Ambiente aprazível, composto por uma vegetação de palmeiras conhecidas como inajás (Maximiliana maripa) família Areacarea, local de descontração com pequeno lago artificial, onde vivem os tambaquis, poraquês e plantas aquáticas pesquisados pelo INPA.

Poraquê (Electrophorus electricus)

O poraquê ocorre na amazônica, principalmente em bacias ao norte do Amazonas. Sua aparência é semelhante a uma enguia, sem nadadeiras dorsal, ventrais e caudais, anal longa e peitorais pequenas. Sua cor é castanho-avermelhada, com tonalidades amarelo-avermelhadas na cabeça. É aparentado com outras espécies de peixes elétricos da região neotropical, como as "morenitas", "tuviras" e "sarapós" , comuns como iscas na pesca do dourado, e como peixes de aquário. Sua característica mais marcante é a presença de dois sistemas de produção elétrica, derivadas de massa muscular especializada para essa função.
O primeiro sistema é involuntário, com descargas regulares utilizadas na eletrorrecepção dos arredores, da mesma forma que os outros peixes elétricos já indicados; este sistema é vital em condições de pouca ou nenhuma visibilidade, como em águas turvas ou em horários noturnos. O segundo sistema é um mecanismo de descargas elétricas de controle voluntário que pode emitir descargas de até 600 V, o suficiente para atordoar vários tipos de presas ou predadores. Esta descarga pode ocorrer durante 20 minutos, sendo necessários cinco minutos para recarregar o sistema. Por este motivo o poraquê é temido pelas pessoas da região. Esses sistemas elétricos permitem que o corpo do poraquê e os outros peixes elétricos funcionem como uma pilha viva, sendo que no caso do poraquê, a região cefálica é o pólo positivo, e a região caudal, o negativo. Como outros peixes da região tropical, apresenta um sistema acessório de respiração de ar atmosférico na cavidade bucal, motivo pelo qual sobe à superfície em intervalos de oito minutos para uma abocanhada de ar.


By Jorge Laborda